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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Professores "lutam" pelo "direito de faltar" - (?)



Protesto nada legítimo

Por Diego Polachini

Projeto do prefeito Valdomiro Lopes (PSB) para a educação municipal, aprovado pela Câmara dos Vereadores, beneficia professores menos faltosos. Mas os “mestres” não gostaram não, e partiram para o protesto na frente da Prefeitura, ontem durante a tarde.

Eu gostaria de entender o que motiva professores da rede pública municipal de ensino a “lutar pelo direito de faltar”. É exatamente isso que está acontecendo, nobre internauta. Eles estão reclamando do prefeito por que ele determinou um benefício para os menos faltosos, para aqueles que cumprem seu papel na plenitude da função, que é ensinar.

Já pensaram se funcionários de uma empresa privada resolvessem “protestar” porque querem faltar mais sem haver descontos na folha de pagamento? Como seria? Demissão em massa na certa!

O Bom Dia de hoje mostra números preocupantes. Somente nos últimos três meses do ano passado, professores municipais faltaram 2,6 mil vezes por abono. E eles querem mais. Muito mais. Particularmente acho este tal de “abono” uma aberração. Deveria ser extinto.

É de costume xingar políticos, chamá-los de ladrões, vagabundos e marajás, mas a atitude deste grupo de professores parece-me bem pior que as dos homens públicos. Se os professores estivessem de fato preocupados com o futuro do país, estariam lutando por questões mais legítimas.

Convém destacar que os professores não são unânimes neste movimento.


Outro comentário

Uma vez, enquanto cobria política para um jornal da cidade, um grupo de professores foi à Câmara protestar por melhores salários. Movimento legítimo para qualquer categoria. Mas o que me chamou a atenção foi o conteúdo dos cartazes e faixas que eles portavam.

Vários e vários erros grotestos de ortografia e concordância, coisas que são aprendidas no primário. Professores que reclamavam de salários baixos escreveram faixas e cartazes com erros de português dignos de crianças de segunda série. E aí?

Se eu fosse o prefeito, identificava os autores e demitia. Qualquer salário pago a professores que não sabem o básico do português é muito caro.

Adonai ‘Tsebayoth

4 comentários:

  1. Não posso dizer muita coisa a respeito do assunto porque moro atualmente em outro estado e não tenho informações precisas do que está acontecendo, mas acredito que o protesto seja contra gratificações que não são incorporadas ao salário. Todos sabem que os salários dos profissionais da educação são muito baixos e que ao se aposentarem acabam recebendo menos ainda, na maioria das vezes não ultrapassando ao um salário mínimo. O fato de profissionais faltosos, acredito que seja, além da irresponsabilidade dos profissionais, se essas faltas não forem devidamente justificáveis, uma questão de falha no sistema educacional. Penso que o correto seria a punição aos profissionais que não são responsáveis e salário digno à categoria. Um salário que correspondesse de fato ao nível de conhecimento e responsabilidade do profissional.
    Toda empresa precisa de um bom gerenciamento e de pessoas qualificadas para dar suporte à gerencia.O que não acontece nas nos departamentos públicos. Não há uma preocupação em se colocar pessoas certas nos cargos, o que conta são interesses políticos que muitas vezes apadrinham pessoas desqualificadas para os cargos. E o que assistimos é a falência da maioria dos serviços públicos.
    Quanto aos erros de ortografia citados no texto, só resta-me lamentar. Deveriam corrigir os cartazes antes de mostrá-los. Não somos infalíveis, erramos sim. O erro é parte do saber. No dia em que não errarmos mais, não seremos mais humanos. Seremos Deus que continua único na perfeição. Como diz um velho ditado. Errar é humano, insistir no erro é ...

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  2. Este protesto, Ivanilde, é exatamente sobre o que escrevi. Professores municipais querem ter o direito de faltar sem perder benefícios. Não tem nada a ver com gratificações.

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  3. Se realmente a luta é pelo direito de faltar, acho complicado... Acredito que a lei determina em que condições as faltas podem acontecer. Acredito, também, que haja certa tolerância para faltas quando estas não são abusivas.
    Nunca acreditei que bons profissionais exerçam melhor sua profissão por conta de gratificações. Eles são bons porque são responsáveis, porque são qualificados, porque têm compromisso com a empresa, ou órgão em que trabalham. Não precisam de gratificações pelo trabalho, precisam de salários dignos, compatíveis com sua formação, cargo ou função. Enquanto professora, sempre considerei como um dever estar cumprir minhas obrigações junto aos alunos, á escola e ao estado ( meu patrão) e sempre achei que ganhava pouco. No entanto, nunca aleguei que o baixo salário fosse motivo para eu faltar ou deixar de cumprir minhas obrigações, pois exercia a profissão por vontade própria. Insatisfeita com o salário, mas feliz por estar fazendo bem feito o que sempre gostei de fazer .
    Acreditando no que foi relatado, pois não estou próxima aos acontecimentos citados, faço minha critica: Lutar por direitos é muito válido, porém forçar para que esses direitos ultrapassem a legalidade, ou venham em prejuízo de outras pessoas, no caso alunos, não é uma boa postura para qualquer categoria profissional.

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  4. Corrigindo:...como um dever cumprir minhas obrigações e não estar cumprir
    ...mas feliz por fazer bem feito e não por estar fazendo bem feito.
    Perdão pela falha.

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