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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Divagando no amor

Divagando no amor

Eu amo o que faço. Amo jornalismo. Amo política. Amo. Amo aprender, conhecer, discutir, perguntar, afirmar, esquivar. Amo você. Amo ele. Amo ela. Claro, amo ela. Mais do que ele. Lembro-me de uma série que existia há algum tempo chamada 'Amar é'. Você, com mais de vinte e poucos anos, deve se recordar também. A frase era completada por algo que, para muitos, era simbolismo de amor. Ou de amar. Há também aquele velho e famigerado poema de Camões. Sim, Luís Vaz de Camões. "O amor é fogo que arde sem se ver, dor que dói e não se sente, um contantamento descontente". Assim definiu o escritor o que ele chama de amor. Outros acreditam que o amor não existe. Que é tudo coisa da nossa cabeça. Para muitos não há vida sem amor. Há sim. É exagero pensar o oposto. E vice-versa. Para um filósofo botequeiro moderno, o amor é algo simples, resumindo Camões: "O amor é uma dor". Sim, pode até ser. Eu amo, mas não sinto essa tal dor. Sim, eu a sinto quando falta amor. Ou quando ele se vai por um tempo, ou quando dá lugar ao seu similar, que é o ódio. Este pode até durar um tanto, mas aquele restabelece seu lugar e volta para onde nunca deveria ter saído. Até quem prefere ficar sozinho ama a solidão. Quem furta ama subtrair. Quem trai ama a outra. Exemplos inadequados para explicar o inexplicável, o inintendível, o inaudível, neologismos. Em resumo, o amor é você que decide.

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