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quinta-feira, 10 de junho de 2010

O som das cores

O som das cores

por Diego Polachini

As cores não comunicam apenas pelo visual sólido ou composto. Não é somente pelos olhos que recebemos suas informações ou cargas semióticas comunicando algo. As cores falam. Em certos casos até gritam conosco.

Quem já foi comer no Mc´Donalds ou no Habib´s entende perfeitamente essa "loucura". A inquietude que nos acomete durante nossa estada nestes locais é reflexo do uso das cores vibrantes e ´causticantes´.

O exagero no uso do vermelho e amarelo nas redes de comida rápida cria um ambiente cansativo e estressante. Parece que uma névoa nos impele à celeridade das refeições e exige que sejamos breves.

Em bancos isso acontece ao contrário. As instituições financeiras se aproveitam de cores mais escuras - chamadas de frias - para ambientar uma necessidade, um desejo a ser realizado e até mesmo alimentar certa dose de depressão a quem nelas permanece.

Um ser deprimido se sente inseguro e receoso. Qualquer aparência de solidez que se apresente diante dele é facilmente focalizado. Desta forma, os bancos criam sugestões de dependência com a maioria dos seus frequentadores, que na maior parte das vezes se entrega de corpo e alma.

Até as cores do tempo e do clima incidem drasticamente sobre os humanos. Se um dia amanhece cinzento e nebuloso a tendência é transferir essa 'carga' às pessoas. No entanto, num poderoso raiar do sol com céu azul é possível harmonizar e vibrar com a beleza natural que nosso mundo possui.

Apesar de tudo isso, falar de cores é falar de luz. Não há cores sem luz. Não há cores sem olhos para vê-las ou ouvidos para ouví-las. Apesar de muita gente conseguir vê-las e ouví-las, uma boa porção não faz questão de enxergá-las.

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